Por gerações, a publicidade servia para interromper o entretenimento… agora…em uma inesperada reversão de tendências, é a publicidade que cada vez mais surge apresentada como entretenimento.
Um dos motivos é a proliferação das conexões de banda larga com a Internet, que tornam mais fácil aos usuários de computador assistir ou baixar vídeos.
Isso vem permitindo que as empresas de mídia, agências e anunciantes criem sites e canais dedicados aos comerciais e outras formas de publicidade para diversão, em lugar de esforços pesados de venda.
Estranhamente, a tendência contraria outro impulso poderoso entre os consumidores: o forte desejo de evitar a publicidade.
Os telespectadores, por exemplo, estão investindo milhões de dólares ao ano em produtos como o TiVo e outros gravadores digitais de vídeo que os ajudam a pular comerciais, e os índices de visitas aos anúncios em formato banner, na web, estão em queda.
A diferença entre assistir a um comercial em um site e em sua sala de visitas, é que quem assiste online o faz porque quer.
É parte da natureza da web oferecer um destino ao qual se possa recorrer sabendo o que será assistido em determinado endereço.
E a audiência de quem assiste a essas peças em busca de entretenimento vem crescendo.
Os números do site http://www.veryfunnyads.com parecem confirmar a idéia, são mais de 63 milhões de visitas a clipes individuais desde que começou a operar, há um ano.
Trata-se de uma premissa muito simples. A pessoa terá uma experiência divertida, e ela se repetirá a cada 30 segundos.
O site de comerciais divertidos é parte de uma campanha de reformulação da marca TBS, cujo tema é “muito engraçado”. O objetivo é cultivar uma identidade para a rede como especialista em comédias e séries de humor.
Muita gente fala em pular os comerciais porque é raro que o intervalo traga algo de divertido.
Na esperança de convencer os espectadores a não mudarem de canal, você passa a oferecer liberdade de escolha e ai o jogo todo muda.
Tudo deve estar sob controle do usuário, assim se um comercial interessa, o usuário mantém uma conversa com a marca, se não, é um desperdício de tempo.
A Droga5, de Nova York, planeja testar esta teoria com o lançamento experimental de um site chamado http://www.honeyshed.com
A idéia é oferecer aos consumidores, o público-alvo, pessoas de entre 18 e 30 anos, informações sobre produtos na forma de vidoeclipes divertidos e não de comerciais tradicionais.
Os clipes têm duração de dois ou três minutos e serão apresentados por pessoas vistas como autoridades em assuntos como carros, roupas ou computadores.
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