O termo Cyberpunk foi utilizado pela primeira vez em 1983 por Bruce Bethke, escritor norte-americano, mas rapidamente foi acolhido aos trabalhos de outros escritores como: William Gibson, Bruce Sterling, John Shirley, Rudy Rucker, Michael Swanwick, Pat Cadigan, Lewis Shiner, Richard Kadrey dentre outros.

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Os cyberpunks contrariam os padrões impostos pela sociedade.

São taxados como indivíduos rebeldes e vândalos. A maioria dos cyberpunks apresenta as características listadas abaixo:
– Pessoas extremamente inteligentes a ponto de aprender sem o auxílio de terceiros,
– Gostam de músicas eletrônicas,
– Gostam de jogos em rede,
– Apreciam a eletrônica,
– Apreciam a ficção científica,
– Utilizam sistemas operacionais de código aberto,
– Não se apegam a estilos como de roupas e danças,
– São chamados de crackers, hackers, phreakers, otalcus e zippies, porém não são.

O cyberpunk é definido como uma subcultura, um subgênero de ficção cientifica, mas é possível dizer que sua origem embrionária foi sendo gerada na desilusão por regimes de governo que prometiam “sociedades perfeitas” em uma época não muito distante.

[As grandes corporações estão espionando VOCÊ! Deixe sabê-las que você sabe disso…]

O conceito de privacidade embora pareça tão implícito nos dias de hoje não é tão velho assim, surgiu em meados do século XVI o que dá a entender que antes disso provavelmente suas opiniões, medos e convicções seriam compartilhados por uma rede de informações regidas pelo boca-a-boca de sua respectiva comunidade, num verdadeiro “reality show” da Idade Moderna. Porém, cada vez mais parece que este conceito tem se deteriorado e o surgimento da Internet (chamemos carinhosamente aqui de Matrix), facilitou o quanto nossa vida pode ficar exposta, nos causando danos às vezes irreparáveis.

Podemos ser “escravos” de um sistema, da necessidade e da vontade, mas é pior ser “escravo” acreditando-se livre. A tomada de consciência da nossa condição pode ser uma lufada de ar fresco, um passo mesmo que vacilante para a liberdade a qualquer tempo.

É por esta razão que na ficção científica é severamente proibido qualquer tentativa de humanização da máquina. Deseja-se que o humanoide permaneça humano apenas na aparência.

O cyberpunk surgiu como manifestação estética contrária a esse sistema de controle da vida contemporânea.
Antes da década de 1970, a criptografia era praticada principalmente em segredo por agências militares e de espionagem. Mas, isso mudou quando duas publicações trouxeram à tona a criptografia: US government publication of the Data Encryption Standard e o primeiro trabalho disponível publicamente sobre criptografia de chave pública, “New Directions in Cryptography” by Dr Whitfield Diffie and Dr Martin Hellman.

Na década de 1980, o Dr. David Chaum escreveu extensivamente sobre temas como sistemas de caixa digital e reputação pseudonymous anônimos, que ele descreveu em seu artigo “Security without Identification: Transaction Systems to Make Big Brother Obsolete”.

Ao longo dos anos 90, essas idéias se fundiram em um movimento.
Cypherpunk, que faz uso da criptografia como mecanismo de defesa dos indivíduos perante a apropriação e uso bélico da internet pelos governos, Estados e empresas.

Os cypherpunks defendem a utilização da criptografia e métodos similares como meios para provocar mudanças sociais e políticas.

O movimento teve início em 1990, atingiu o auge de suas atividades durante as “criptoguerras” e, sobretudo, após a censura da Internet em 2011 na Primavera Árabe. O termo cypherpunk, uma derivação (criptográfica) de cipher (escrita cifrada) e punk, foi incluído no Oxford English Dictionary em 2006.

No final de 1992, Eric Hughes, Timothy C May, and John Gilmore fundaram um pequeno grupo que se reunia mensalmente na empresa de Gilmore a Cygnus Solutions na área da Baía de San Francisco. A lista de discussão Cypherpunks foi formada mais ou menos no mesmo tempo, e apenas alguns meses depois, Eric Hughes publicou “A Cypherpunk’s Manifesto”.

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Alguns Cypherpunks notáveis e suas realizações:
Jacob Appelbaum: Tor developer
Julian Assange: Founder of WikiLeaks
Dr Adam Back: Inventor of Hashcash, co-founder of Blockstream
Bram Cohen: Creator of BitTorrent
Hal Finney: Main author of PGP 2.0, creator of Reusable Proof of Work
Tim Hudson: Co-author of SSLeay, the precursor to OpenSSL
Paul Kocher: Co-author of SSL 3.0
Moxie Marlinspike: Founder of Open Whisper Systems (developer of Signal)
Steven Schear: Creator of the concept of the “warrant canary”
Bruce Schneier: Well-known security author
Zooko Wilcox-O’Hearn: DigiCash developer, Founder of Zcash
Philip Zimmermann: Creator of PGP 1.0

Julian Assange tem sido uma voz proeminente no movimento cypherpunk desde os anos 1990. Ele criou inúmeros projetos de software alinhados com a filosofia do movimento, inclusive o código original para o WikiLeaks. Preso em dezembro de 2010, o ativista é mantido em prisão domiciliar no Reino Unido desde então, sem que qualquer acusação formal tenha sido feita contra ele.

Em 2004, Hal Finney criou Reusable Proof of Work (RPOW) tokens criptográficos que só podem ser usados uma vez, Nick Szabo publicou uma proposta para “bit gold” em 2005, e finalmente, em 2008, Satoshi Nakamoto, um pseudônimo para um indivíduo ainda não identificado ou indivíduos, publicou o “white paper bitcoin”, citando tanto hashcash and b-money.

Satoshi Nakamoto desencadeou uma avalanche de progresso, reforçando todo o movimento cypherpunk, permitindo que organizações como a WikiLeaks continue operando através de doações bitcoin.

Com Bitcoin você pode ser um empreendedor, um investidor, um executivo, um advogado, um professor, um estudante, ou apenas um curioso sobre moedas digitais, para entender que Blockchain é um ecossistema crescente de startups.

Tecnologias Blockchain tem provocado uma onda de inovação empresarial em uma grande variedade de indústrias, incluindo serviços financeiros e pagamentos, títulos e mercadorias, o financiamento do comércio, remessas, cadeia de suprimentos, Big Data, cuidados de saúde, imobiliário, tantos outros.

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Soluções baseadas em Blockchain podem ajudar a gerenciar organizações autônomas descentralizadas (DAOs).

Surgiram produtos para melhorar a governança das organizações públicas e privadas, em geral, reduzir corrupção e a fraude, acelerar o aparecimento da “Internet das coisas”, controlar a proveniência dos bens, e muitos mais.

Desde que os Cypherpunks estabeleceram sua missão, o cenário tecnológico tem avançado ao ponto onde indivíduos e grupos se comunicam e interagem uns com os outros de uma maneira totalmente anônima. Duas pessoas podem trocar mensagens, realizar negócios e negociar contratos por via eletrônica sem nunca saber o verdadeiro nome ou identidade legal da outra.

Cypherpunks acreditam que a privacidade é um direito humano fundamental, e a tecnologia Blockchain viabiliza ferramentas potencializadoras desta onda. É natural que os governos vão tentar retardar ou parar a disseminação desta tecnologia, citando preocupações de segurança nacional, o uso da tecnologia por criminosos e medos da desintegração social.

Cypherpunks escrevem seu próprio código, eles sabem que alguém tem de escrever o software para defender a privacidade e portanto assumiram a tarefa.
Eles publicam seus códigos para que companheiros Cypherpunks possam aprender com eles, atacá-los e melhorá-los. Os códigos são livres para qualquer um usar. Eles sabem que o software não pode ser destruído e que os sistemas distribuídos como Blockchain não podem ser desligados.

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