A agricultura percorreu um longo caminho no século passado, foram produzidos mais alimentos do que nunca, mas o modelo atual é insustentável e, à medida que a população mundial se aproxima rapidamente da marca de 8 bilhões, os métodos modernos de produção de alimentos precisarão de uma transformação radical se quiserem manter o ritmo. Ao longo dos últimos anos, ocorrem a desordem e o colapso que tem devastado as Abelhas em todo o mundo. Mais de 40 por cento das colônias só nos Estados Unidos morreram em 2016, de modo a chamar a situação de uma “dizimação”.

Quase um terço da nossa dieta provém de plantas polinizadas por insetos, e estima-se que as abelhas são responsáveis ​​por 80 por cento dessa polinização. Então podemos dizer que uma enorme parte da nossa rede global de alimentos depende do bem-estar desta mão-de-obra agrícola desconhecida.

Há uma série de causas subjacentes por trás deste “beepocalypse”, e conseqüentemente, não há nenhuma bala de prata que vai inverter essa tendência. A questão é multifacetada, e resolver um problema tão labiríntico exigirá uma rede de esforços complementares.

Felizmente neste momento, em todo o mundo, conservacionistas, designers, engenheiros e cidadãos comuns estão aproveitando a tecnologia moderna para ajudar a salvar nossas aliadas aladas.

Inspirados pela biologia de uma abelha, os pesquisadores do Instituto Wyss da Universidade de Harvard, liderados por Robert Wood, estão desenvolvendo os RoboBees, sistemas artificiais que poderão desempenhar inúmeros papéis na agricultura, como polinizar nossas colheitas em um futuro sem abelhas.

Os RoboBees medem cerca de metade do tamanho de um clipe de papel, pesam menos de um décimo de grama, possuem asas produzidas com um polímero especial, e voam usando “músculos artificiais” que se contraem quando uma tensão é aplicada.

O desenvolvimento RoboBee é dividido em três componentes principais: o Corpo, Cérebro e Colônia. O corpo consiste em construir insetos robóticos capazes de voar por conta própria com a ajuda de uma fonte de energia compacta e perfeitamente integrada. O cérebro são sensores inteligentes e eletrônicos de controle que imitam os olhos e as antenas de uma abelha e podem sentir e responder dinamicamente ao ambiente. Por fim a Colônia é coordenar o comportamento de muitos robôs independentes para que eles atuem como uma unidade efetiva.

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