Nesta postagem um especial relacionado com Digital Age evento que ocorre nos próximos dias e reunirá especialistas e gurus internacionais e brasileiros que irão debater o comportamento do consumidor da nova era digital e a Influência e o Impacto da Web 2.0
Então vamos falar de marketing, feeds, blogs, redes sociais, artes e tantos outros que interligados são a Cultura de nossa identidade virtual. 

Enquanto não houver um título, vamos nomear de P U N K.
talvez uma saga e ou sacada com introdução, nova geração e arte…

Introdução
Na cidade moderna do século passado, a revolução industrial aglomerava os trabalhadores perto das fábricas, nos acostumamos a ir trabalhar no local de trabalho, no qual se encontravam, via de regra, as ferramentas necessárias para realizar o nosso trabalho.
Vivemos agora “Tempos Modernos”, muito mais gente passou a processar informação, como forma de trabalho.
Manipular objetos físicos, passou a ser uma atividade cada vez mais primária e passível de ser realizada por máquinas e sistemas automatizados, controlados à distância, por uma única pessoa ou por uma equipe reunida em um ambiente virtual.
Se outrora a forma de trabalho ditou regras sociais, tendências, expressões artísticas e relacionamentos, o mesmo Acontece, Aqui Agora.
Em tempos de informação e conhecimento, ao invés de “quanto tempo por dia eu passo aqui” temos de pensar em “como o meu trabalho contribui para o negócio”, onde não é medido as horas de ponto no emprego, mas os resultados atingidos.
Pode ser feito em qualquer segmento, pensando que se o trabalho é processar informação, precisamos de um conjunto de métodos, um número de protocolos para fazer a coisa funcionar.
Parece coisa do futuro?
Então imagine e fique certo que o futuro já chegou.
Toda grande revolução tem sua voz transmitida por um meio, foi assim com o rádio, a TV , e a bola da vez a internet, em especial a web 2.0.
A internet já vem ditando novos rumos não é de hoje, mas em especial agora é anunciada a nova fase da rede mundial. Na verdade não houve uma quebra de paradigma tecnológico ou alguma mudança de comportamento radical, o que vem ocorrendo é o uso correto e inteligente das ferramentas de compartilhamento, de conteúdo e interação.
Elas já existiam e estavam juntando pó, a rede era povoada por geeks e nerds, gente que gostava de abir código-fonte e fuçar. Hoje, depois de uma série de ações e forças do mercado, a internet ficou mais amigável e caiu no gosto do cidadão comum, que por prestações pequenas que cabem em seu orçamento pode ficar conectado e habilitado para realizar suas tarefas ou até conseguir sua independência financeira e profissional.
O trabalhador do futuro que acontece aqui agora, está antenado com as novidades tecnológicas, é regra básica para o bom profissional, pois as novas tecnologias são populares e falam a língua do usuário, um bom exemplo são os grande buscadores falam na sua maioria vários idiomas e o modo de configuração é simples e padrão.
Respeitando este contexto e a questão do código fonte aberto, que torna bons sistemas ainda mais inteligentes com a colaboração dos usuários, nasce o jeito popular de manusear o que já é oferecido publicamente na rede nos dias atuais.
Mashup é um website ou uma aplicação web que usa conteúdo de mais de uma fonte para criar um novo serviço completo.
O conteúdo usado é tipicamente código de terceiros através de uma interface pública possibilitando a qualquer um combinar dados de fontes como o eBay, Amazon.com, Google, Flickr, You Tube e Yahoo! em caminhos inovadores, surpreendentes e eficientes.
Como o caminho se mostra muito promissor, tanto do lado artístico, corporativo e social existe uma maior disponibilidade de conteúdos mais leves e completos que possibilitam mashups, relativamente simples de projetar com ótimos resultados. Requerem um conhecimento técnico mínimo e via de regra bom conhecimento do tema a ser desenvolvido, pois assim os mashups vão apresentar inovações que eram consideradas improváveis, combinando uma nova disponibilidade pública de dados e informação que vão gerar novos canais mais criativos e democráticos de mídia, expressão e divulgação. Na rede existem uma gama enorme de aplicativos mashup já desenvolvidos, fica por conta do usuário programar os mesmos com suas fontes de conteúdo ou ainda utilizar alguns dos Editores de Mashup:
PopFly
Ferramenta poderosa, com algumas fontes de informação pré-configuradas como o Digg, Flickr e Virtual Earth, mostrando que são abertos a qualquer concorrente que forneça uma API..
Os filtros já estão prontos dentro de cada objeto pré-configurado. No Virtual Earth, o Google Earth da Microsoft, é possível retirar sem esforço coordenadas geográficas. Para usuários avançados existe a possibilidade de programar diretamente no código.

Yahoo! Pipes
Pipes, o pioneiro em dar ferramentas para a fácil criação de mashups, mas agora parece mais complicado que o PopFly da Microsoft. A concorrência é saudável e pode tornar cada vez mais fácil o uso dessas ferramentas.

Estamos vendo uma nova geração de aplicativos Web que estão fazendo a diferença pois trafegam livremente por diversos sistemas operacionais, são leves, não geram conflito e são hábeis na combinação de scripts e protocolos.
A tecnologia sempre é fator primordial para grandes transformações, mas nos acostumamos com a distância da tal tecnologia e repentinamente nos é dado o poder de ter em nossas mãos a tecnologia e suas mais novas ferramentas tudo de forma democrática e livre de tributos.

Nova geração o Punk Marketing.

Diferente!
Os profissionais de marketing com planos baseados em canais tradicionais e na velha escola de pensamento não deveriam estar tranqüilos.
Tem que pensar diferente como uma pequena pizzaria nos Estados Unidos, que usava a internet para vender pizzas. Para conseguir novos consumidores e bater seus concorrentes, ela anunciou uma promoção inusitada nas “páginas amarelas”: rasgue a página de pizzas do catálogo e traga pessoalmente que você ganhará uma pizza gratuita. Dessa forma, ‘rasgou”, literalmente, seu concorrente.

Intenções.
Quando um internauta escreve uma palavra em uma caixa de busca, ele está, na verdade, digitando uma intenção.
Baseado nesta intenção os mecanismos de buscas estão redefinindo a publicidade na internet e criando uma novo mercado.
O banco de dados gerado e mantido pelos grandes portais e comunidades da rede e do mercado é uma base gigantesca de palavras e informações, que estão em sintonia fina com os desejos dos consumidores.

Conteúdo do Social.
Gerado pelos internautas é uma tendência na internet. Sites como YouTube, Digg, Flickr, entre outros, se transformaram em referência e conquistaram grandes audiências com base na colaboração do usuário.
A nova geração vive a convergência das mídias e é fundamental entender o que é, e como funcionam blogs, chats, wikis e redes sociais.

Esses novos canais estão criando consumidores que estão exigindo mais de seus anunciantes.
Em primeiro lugar é bom deixar claro que também foi ampliado o conceito de produto, agora uma dica de culinária é produto. A informação é um produto!
Os consumidores buscam suas informações, em vez de ficar na sala esperando uma mensagem apresentada pela celebridade da ocasião no horário nobre.
O apelo maior desta forma de fazer marketing é que as informações são criadas e produzidas com o conceito do individual, do feito para você e não para uma audiência de massa.

O marketing das salas bem estruturadas dos edifícios, abrem caminho para o Punk Marketing realizado nas garagens adaptadas e máquinas com upgrade.
Com clientes pequenos e orçamentos apertados, mas contando com a coragem e a inteligência dos clientes de investir em um bom Mashup, que é pura novidade, mas está trazendo resultados que estão surpreendendo tanto clientes como profissionais de diferentes segmentos.
Neste universo as coisas podem ser efetivas, podem divertir ou entreter, podem ser educacionais ou supérfulas, mas tudo isso e mais um pouco não vão fazer com que os consumidores comprem, pois neste universo as coisa que vendem são coisas relevantes para cada caso.
Nesse contexto esta se dando bem o Punk, acostumado com o fast food entre o monitor e o teclado filtros de pessoas competentes e visionárias.
O que o Punk manuseia diariamente é desafio para a maioria dos atuais diretores de marketing e profissionais de agências.
Nós, os Punks, não ficamos filosofando com o cliente entre um cafezinho e outro, qual o valor de um blog ou comunidade virtual.
Já entendemos que as novas mídias sociais vão muito além do comercial de 30 segundos, da página inteira na revista, das chamadas de rádio ou do tijolinho no jornal.
Estamos a cada dia trabalhando, inventando e construindo esta fórmula.
Até onde sabemos esta fórmula aumenta a visibilidade da marca, economiza com os insights dos usuários e aumenta a eficiência das vendas.

O punk com seu mashup coloca a arte finalmente no seu devido lugar.

Descrevendo um pouco o mundo que nos rodeia, vemos que as informações que qualquer pessoa recebe do ambiente, é recolhida através de pelo menos, um dos cinco sentidos, por meio de vibrações ou impulsos electromagnéticos que chegam ao cérebro.
É assim que somos capazes de transmitir uma imagem daquilo que vemos, ouvimos, tocamos, saboreamos, etc. Essas imagens formam um conjunto complexo de sensações que são armazenadas e que se vão enriquecendo ao longo do tempo. O que acontece é que somos capazes de combinar toda esta complexidade de informação através da nossa capacidade de imaginar, criando novas sensações, que podem ser positivas ou negativas e produzir sentimentos agradáveis ou desagradáveis.
Com a multi variedade de escolhas de marcas, produtos e serviços, os clientes já não elegem um produto, serviço ou marca com base numa lógica custo-benefício, mas antes pela vivência direta e o que lhe é oferecido no momento de contato com os produtos, serviços ou marcas.
O cheiro de perfumes selecionados nas lojas de ponto de venda.
O toque num livro extremamente bem encadernado.
A cor azul que provoca uma sensação de frescura.
O floral que recorda o feminino.

Há imagens mais perceptíveis do que aquelas que estão a se ver.
Sendo assim, as técnicas como a aromaterapia, musicoterapia, cromoterapia e outras, são um sinal e estão intimamente ligadas a esta fase de priorização da percepção.

Muito bem, temos altas audiências em sites de rede sociais e uma priorização da percepção o que nos leva a crer no êxito das Artes e Cultura, colocando-se finalmente, no seu devido lugar de importância, enquanto representatividade de nossos anseios e desejos, bem como o sucesso dos profissionais das Artes.
Porque, quem melhor para ser hora porta voz e hora termômetro com competência de entendimento do emocional.
Com certeza são as Artes e a Cultura bem como os profissionais que as fazem.
Analisando a situação, temos: o artista que vai onde o público esta, pela lógica e considerando o fator de que pela primeira vez na história, o Brasil deverá vender mais computadores do que aparelhos de televisão, e ainda, que segundo os analistas de mercado, os responsáveis por essa virada são uma geração de brasileiros que nasce,e cresce, lado a lado com a tecnologia e conectados com a Internet.
Na minha concepção, se o artista vai pra algum lugar, tem que ser lado a lado com a tecnologia e com a Internet, nasce aí a necessidade de uma identidade virtual que satisfaça as capacidades do artista e as expectativas do público.
Então, para finalizar, nada melhor que um bom exemplo da realidade e das oportunidades oferecidas hoje por essa onda de convergência de mídias.
Tendo em mente o mercado fonográfico atual, que claramente é decadente, e que o senhor Jobs com seu iPod e iTunes, com mais de 3bi de títulos já comercializados.
Imagine uma fração do plano de mídia de uma banda nacional que atualmente sai no tapa pra estar em alguma M de TV.

Respeitando o que vem sendo dito seria:
O álbum de trabalho é lançado primeiramente no My Space, com um player de mp3 gratuito, com as músicas onde o úsuario pode ter o mesmo na sua página ou fazer download das faixas.
Fotos de divulgação no Flickr e slide shows gratuitos produzidos no Slide.com que podem ser utilizados no sites dos usuários ou desktop em forma de Salva Tela.
Uma vitrine virtual pelo Cartfly.com que pode ser distribuída nos sites dos usuários, contendo desde um botton até uma linha completa de roupas e acessórios.
Uma tour de shows produzidos no Second Life, com direito a locações virtuais em Paris, NY, Lisboa, Amsterdan e Copacabana. E é claro avatares personalizados.
Clips das músicas produzidos utilizando as apresentações no Second Life que serão gravadas para gerar Machinimas.
Um channel no You Tube para exibir os clips da banda e para fazer um diário das apresentações na First Life.
Esta fração já é suficiente para demonstrar que o artista fica mais próximo de seu publico, pois o mesmo tem diversas formas de se comunicar e de se expressar junto ao artista de sua preferência.
E também é indiscutível o poder dessas ferramentas para uma melhor administração da parte financeira e autoral do artista.
Se entendemos B2B como business to business, que tem seu grau de persuasão ampliado com toda essa onda de convergência de mídias, devemos crer que o sucesso das redes sociais deve trazer dias de A2A ler como art to art.
A arte e a cultura, a muito caminham paralelas aos negócios e mais, na maioria das vezes sobe a tutela do governo e seus interesses.
Os publicitários, empresários e polióticos já estão se movimentando para entender e trabalhar diante deste novo cenário do B2B.
Agora cabe a nós que já entendemos fazermos A2A.

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